Um comunicado emitido ontem, segunda feira (29) pelo Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) e citado pela Agência Lusa, dá conta que a União Africana, vai comprar à farmacêutica Johnson & Johnson, 400 milhões de vacinas contra a Covid-19.“Todos os países membros da União Africana vão ter acesso a 200 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19, com o potencial de poderem encomendar mais 180 milhões adicionais, através de um acordo assinado a 28 de março no âmbito do Fundo Africano de Aquisição de Vacinas”, lê-se no comunicado que avança ainda que, “a maioria será produzida no gigantesco laboratório da África do Sul operado pela Aspen Pharma e as vacinas serão disponibilizadas aos países africanos através da Plataforma Africana de Fornecimento de Equipamentos Médicos num período de 18 meses”.A transação foi possível através do fundo de 2 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) aprovado pelo Afreximbank, que agiu como intermediário financeiro em toda a operação, diz o banco, agradecendo “o apoio da Comissão Económica das Nações Unidas para África e do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para as Crianças (UNICEF)”.No comunicado, o banco multilateral vocacionado para os investimentos salienta ainda que esta é a vacina preferida pela maioria dos países africanos e aponta que o pagamento pode ser feito em dinheiro ou usando as plataformas financeiras do próprio Afreximbank.“A aquisição directa das vacinas pelos estados africanos através da iniciativa AVATT (Grupo de Trabalho para a Aquisição de Vacinas em África) faz parte do objectivo continental de atingir um mínimo de 60% de imunização da população africana para eliminar a Covid-19, uma meta que está em linha com outras regiões, como a Europa e os Estados Unidos”, lê-se no comunicado, que lembra ainda que “a comunidade internacional de doadores comprometeu-se a fornecer 27% das vacinas através da iniciativa Covax e Gavi, enquanto África terá de adquirir o resto”.Para o Director do Centro Africano de Prevenção e Controlo de Doenças (Africa CDC), John Nkengasong, “esta transação permite que África cumpra quase 50% do objectivo de vacinar 750 milhões de africanos, sendo que, a grande vantagem da vacina é ser de toma única, o que a torna fácil de distribuir de forma rápida e eficaz, salvando vidas”.Moçambique, que também é membro da União Africana regista, desde o início da pandemia, 769 vítimas mortais e 67.292 infectados com o novo coronavírus SARS-CoV-2, sendo que, o processo de vacinação já arrancou a escala nacional, esperando-se que sejam vacinados dezassete milhões de pessoas, até 2022.

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