A malária ainda constitui um dos maiores problemas de saúde pública em Moçambique, num país onde, as maiores vítimas, continuam a ser as mulheres grávidas e crianças menores de 5 anos.
Apesar de ser a principal causa de morte infantil no nosso país, esta, deixou de fazer parte das principais causas de internamento e morte no Hospital Central de Maputo (HCM), durante o ano 2020.
A informação consta do relatório anual de actividades do exercício económico 2020, divulgado esta semana.
No rol das doenças que mais mataram na maior unidade sanitária do país ano passado, destaque vai para o HIV/SIDA, as neoplasias malignas (Tumores) e algumas afecções originadas no período perinatal.
Na lista destas patologias, constam também, a hipertensão arterial, diabetes, insuficiência renal, acidentes de transporte, doenças cerebrovasculares e, as do sistema nervoso.
Em termos de morbilidade, figuram a pneumonia por micro-organismo não especificada, fratura do fêmur, esquizofrenia, transtornos relacionados a gestação de curta duração, peso baixo ao nascer e, os transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas drogas e substâncias psicoativas.
Estas e outras complicações, afectaram os 115,551 pacientes atendidos nesta unidade sanitária durante o ano passado, o que corresponde a uma redução percentual de 27,8%, se comparado ao igual período do exercício anterior a este, onde foram atendidos 147,684 pacientes. Entre as complicações registadas, destaque vai para as doenças do fórum respiratório, traumas, síndrome febril, hipertensão arterial, gastrite e cefaleia.
Com relação a Covid-19, 245 profissionais de saúde acusaram positivo em 2020, de um total de 2070 testados sendo que, destes, 234 recuperaram, numa taxa de positividade igual a 12.
Os Enfermeiros foram as maiores vítimas (66) infectados, seguidos pelos médicos (65), Agentes de Serviço (27), Administrativos (33), Técnicos de Laboratório (21), Técnicos de Farmácia (18), Psicólogos (12), Técnicos de Radiologia (2), Motoristas (4) e, outros profissionais não especificados (7).
Recorde-se que, Moçambique, é um dos países onde o índice da malária, ainda é elevado, apesar do país possuir uma das mais prestigiadas instituições de pesquisa na área da malária, o Centro de Saúde da Manhiça. (HCM-DCI)

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