O Hospital Central de Maputo (HCM), passa a dispor de condições logísticas, para a produção de viseiras de protecção facial, uma medida que acredita-se, vai aumentar a capacidade de resposta face a propagação da pandemia do novo coronavírus entre os profissionais de saúde. O feito, é graças a entrega de duas impressoras 3D pela Osuwela, uma Organização Não Governamental Moçambicana que se dedica à promoção do desenvolvimento através da ciência.
No acto da entrega do referido equipamento que teve lugar dia 12 do mês corrente nas instalações desta unidade sanitária, foram também apresentadas as primeiras 100 unidades produzidas por este equipamento.
Intervindo no acto, António Batel, Director da Osuwela, fez saber que o apoio, resulta de um concurso lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian, para a atribuição de ‘kits’ de impressão 3D a instituições de países de língua oficial portuguesa, no quadro das acções para o combate à covid-19, sendo que a sorte, coube ao nosso país.
Num outro desenvolvimento, Batel deixou escapar que a organização que dirige, está desde o início do mês corrente, a produzir este material e, espera poder contribuir com 200 unidades por mês para o HCM e, uma vez supridas as necessidades imediatas, o apoio se estenderá as outras unidades sanitárias.
Por seu turno, o Director Geral do HCM, Mouzinho Saide que na ocasião louvou a iniciativa, vincou que a mesma, vai fazer diferença nas acções de combate e mitigação da propagação do novo coronavírus no seio dos profissionais de saúde, tendo por outro lado encorajado aos demais parceiros a abraçarem a iniciativa.
O equipamento ora entregue, tem capacidade para produzir 10 unidades por dia, num espaço de uma hora e quarenta e cinco minutos, cujas viseiras, podem ser re-utilizadas, bastando apenas, higieniza-las, e substituir a película plástica transparente.

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