18Há mais de dez anos, que a Fundação Manhiça, através do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça e o Hospital Central de Maputo, vêm cooperando entre si, na formação de profissionais de saúde e na área de investigação.Mas, desta vez, ambas, decidiram formalizar esta relação e torna-la mais solida e robusta, para que, de forma conjunta, possam impulsionar e conduzir estas actividades com maior dinamismo.Para tal, as duas instituições assinaram na manhã desta sexta-feira (18) em Maputo, um memorando de entendimento, que estabelece novas linhas de colaboração cujo objectivo é impulsionar as capacidades institucionais nas áreas de formação, pesquisa e cuidados de saúde à população.No campo da investigação, as partes acordaram de entre outras, em estabelecer uma plataforma que vai permitir a transferência de dados, amostras e pacientes para analises, processamento e seguimento clínico, sempre que necessário, em observância aos protocolos de investigação vigentes.É vontade ainda de ambas instituições, explorar novas linhas de investigação que garantam maiores potencialidades e, por outro lado, apoiar na criação de novas áreas de conhecimento e serviços, com vista a aumentar a capacidade institucional das partes.No campo da formação, as duas instituições, acordaram em estabelecer uma plataforma que permita a realização de estágios conjuntos, seguimento de quadros em formação tanto contínua, graduada e pós-graduada.Mouzinho Saíde, Director Geral do Hospital Central de Maputo, destacou o contributo que o Centro de Investigação da Manhiça sempre proporcionou, ao mesmo tempo que vê esta, como uma excelente oportunidade para capitalizar as valências do HCM.“Com o Centro de Investigação da Manhiça, tivemos a oportunidade de dar passos significativos como é o caso da introdução das autopsias minimamente invasivas na Anatomia Patológica, doenças respiratórias na Pediatria e outras acções na área de Ginecologia e Obstetrícia.” Sublinhou. “Uma das acções que julgamos teremos oportunidade de trabalhar nela e que nos preocupa bastante, é a resistência aos antibióticos que é uma área hospitalar que precisaremos de uma constante monitoria e acompanhamento e sabemos que o Centro de Investigação da Manhiça tem estas capacidades”. ConcluiuAlém da componente assistencial, o HCM é um hospital escola que forma médicos em diferentes especialidades, actua como campo de estágio para vários cursos a diferentes níveis e realiza pesquisas de grande relevo com publicações feitas em prestigiadas revistas internacionais.A instituição, projecta um centro de pesquisa e treino, cuja entrada em funcionamento está prevista para o presente ano. (HCM-DCI)

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