Há sensivelmente um ano que as cirurgias de catarata vinham sendo feitas com algumas restrições nas consultas de oftalmologias do Hospital Central de Maputo (HCM), tudo, por conta da avaria da máquina que ajuda a calcular a potencia da lente artificial que é colocada dentro do olho do paciente, durante o procedimento cirúrgico.No entanto, a partir desta quinta-feira (03), a situação volta a normalidade, depois da entrega de um novo equipamento, com especificações e valências mais avançadas, que permiti realizar procedimentos com maior rigor e facilidade.A “Biômetro Óptico AL-Scan” tal como é designado o referido equipamento, foi adquirido na China pela empresa SIGHTSAVERS, para posterior oferta a maior unidade sanitária do país, que durante este período, teve que reinventar-se e recorrer a procedimentos pouco eficazes para garantir a realização deste procedimento cirúrgico.Foram investidos ao todo, o equivalente a três mil dólares norte americanos para a sua aquisição cuja vantagem reside ao facto de ser portátil, o que permitirá usa-lo não só, dentro do hospital, como também, fora, durante as campanhas de remoção de cataratas que habitualmente são realizadas.Segundo Yolanda Zambujo, Médica e Directora do Serviço de Oftalmologia do HCM, durante o tempo que o hospital não dispunha da máquina, a potência da lente a colocar no olho do paciente, era calculada com base na graduação anterior ou, recorrendo a outros hospitais, tais como Mavalane, que possui condições para tal.Nota importante, é o facto de, com as actuais restrições de acesso ao ambiente hospitalar impostas aos utentes por conta do novo coronavírus, a ausência desta máquina não se fez sentir muito neste serviço, sendo que, antes, eram realizados por dia, cinco a seis cirurgias da catarata.A catarata é a doença ocular que afecta o cristalino, lente natural do olho, deixando-o opaco. Com essa opacidade a pessoa vai perdendo gradualmente, a capacidade de ver e a medida que evolui, a visão fica permanentemente danificada sendo que, a cirurgia, ajuda a corrigir essa anomalia, devolvendo ao paciente, a capacidade de ver correctamente. (HCM-DCI)

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